@ postagem


RESUMO - Os autores estudaram o PSA (Prostate-specific Antigen) através do método de enzimaimunoensaio (ELISA) numa amostra composta de secreção vaginal coletada em 184 supostas vítimas de crimes sexuais, já examinadas pelos Peritos do Laboratório Central de Polícia Técnica da Bahia. O mesmo procedimento foi realizado em 97 secreções anais coletadas em supostas vítimas de atentado violento ao pudor, sendo 22 do sexo masculino e 75 do sexo feminino. As secreções foram coletadas usando swabs secos imersos em aproximadamente 1,0 ml de soro fisiológico, mantidas em geladeira na temperatura de 4 a 8°C e analisadas em períodos variáveis desde a coleta até a execução do exame. Os resultados demonstraram que das 281 amostras, 14,6% foram positivas para espermatozóides e 34,9% positivas para PSA. A diferença é atribuída a azoospermia patológica ou cirúrgica (vasectomia) e ainda por possíveis falhas na identificação microscópica dos espermatozóides, por erro de observação, autólise e/ou contaminação bacteriana. Determinaram o teor de PSA em manchas de sêmen de um indivíduo vasectomizado nas diluições que variaram de 1/10.000 até 1/800.000, como também os níveis de PSA em manchas de urina de indivíduos com tempos variáveis entre a última relação sexual e a coleta da urina. Os resultados permitiram encontrar PSA em mancha de sêmen, mesmo a uma diluição de 1/400.000 e todas as amostras de manchas de urina diluídas a 1/1.000 deram resultados positivos para PSA independente do tempo decorrido da última ejaculação, mínimo de 3 e máximo de 2.016 horas. Concluíram os Autores que a presença de PSA nas secreções vaginal e/ou anal é um indicativo de certeza da presença de sêmen o que caracteriza, sem sombra de dúvidas, a conjunção carnal e/ou ato libidinoso. Assim, recomendam o uso deste procedimento como rotina nos laboratórios forenses. O equipamento utilizado em todas as determinações foi o STAT FAX (leitora de ELISA) e kits de PSA da Katal.
UNITERMOS: Medicina Legal. Sexologia Forense. PSA

SUMMARY - The Authors have studied the PSA (Prostate-specific Antigen) through the immunity assay method (ELISA) in a vaginal secretion sample collected from 184 supposed victims of sexual abuse already examined by the Bahia’s Technical Police Central Laboratory Experts. The same proceeding has been carried out with 97 anal secretion samples collected from 22 male and 75 female supposed victims of violent sex abuse. The secretions have been collected through the use of dry swabs immersed into approximately 1,0 ml of physiologic serum, kept at temperatures from 4 to 8º C and analyzed at different intervals from collection to assessment.The results have demonstrated that within the 281 samples, 14,6 % have been positives for spermatozoid and 34,9% positive for PSA. The difference is attributed pathologic or surgical azoospermia (vasectomies) or to possible fails in spermatozoid microscopic identification, interference during observation, autolysis and/or bacterial contamination. The PSA content in the semen stain of an individual who had been vasectomized was assessed as varying from 1/10.000 until 1/800.000. The same took place with PSA levels in urine stain from individuals at different intervals betwen their last sexual relation and the urine collect. The results pointed to the presence of PSA in semen stain at a 1/400.000 dilution level. All urine dilute samples into 1/1000 have been positive results for PSAn no matter the amount of time between ejaculation and collection, minimum of 3 and maximum of 2.016 hours. The authors have concluded that the PSA presence in the vaginal and/or anal secretions is a secure indication of semen, which strongly characterizes carnal conjunction and/or libidinous acts. Therefore, they recommend this procedure for forensic laboratories.The equipment used for all assessements has been the STAT FAX (ELISA reader) and Katal’s PSA kits.
Key words: forensic medicine. Forensic sexology. PSA

INTRODUÇÃO


Os crimes contra a liberdade sexual, sedução, estupro e atentado violento ao pudor e posse sexual mediante fraude são talvez aqueles de mais difícil caracterização na medicina legal. Nos exames de constatação de conjunção carnal quando a mulher já tem vida sexual ativa, hímem complacente, ou trata-se de grande multípara, a caracterização será feita pela presença de espermatozóides na secreção vaginal coletada no fundo do saco de Douglas. Nestas condições não é mais possível verificar-se ruturas himenais recentes.
A conjunção carnal é caracterizada pela rutura himenial e a presença de espermatozóides no fundo de saco vaginal.
Nos exames de verificação de ato libidinoso se faz a coleta de secreção oral, anal e/ou de manchas na pele ou em vestes que se mostraram fluorescentes com a lâmpada de Wood (ultravioleta filtrada).
As secreções são examinadas microscopicamente a fresco e posteriormente fixadas e coradas para a identificação de espermatozóides. No entanto temos que considerar que há um grande número de indivíduos azoospérmicos por patologias diversas ou por terem sido submetidos à vasectomia.

One Response to @ postagem

  1. Dmitry says:

    Achei uma coisa estranha

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